sexta-feira, 15 de maio de 2009

Love street


Eu peguei um táxi, e fui até love street
Sentei em um velho banco, frente a uma estátua que parecia chorar,
o céu escurecia, e suas gotas caiam,
Nuvens brancas e negras, mas, a vida ainda era a mesma,
2:30 marcava no relógio, seu nome, uma tatuagem,
No céu, luzes brilhando, o prédio parecia cair sobre mim,
Todos os planos caíram, as coisas simplesmente mudaram o rumo,
Tudo muda quando você toma consciência,
e a ciência? ela não pode explicar,
Um senhor pedindo informação,
Mal sabe ele a quanto tempo essa rua é essa escuridão,
A luz é concertada, mas, logo se apaga,
O garoto com a camiseta dos Smiths amarrou os sapatos,
levantou a cabeça e não prestou atenção,
Mas ao seu redor a vida acontecia,
As cores eram vibrantes, o arco íris nascia,
um coração batia, um olhar acontecia,
Até as estrelas resolveram aparecer,
As sombras agora, nem eram presentes,
porque alguém resolveu gritar bem alto,
o quanto a lei maior deveria acontecer,
não importa o rosto apenas o que se traduz em um coração,
É uma sensação diferente, como luzes de natal,
e aquele friozinho que se sente,
A brisa que vem do sul, o acorde das coisas boas,
Um doce abraço, sob a arvore mais bonita,
E é tão inocente pra mim,
E é tão bonito pra mim,
O sol nasce agora, talvez a love street nunca adormeça,
e que nela os sonhos permaneçam,
Eu estou saindo, mas, as pessoas vão sempre ocupar aquele banco,
E ver a vida acontecer,
Vou apenas caminhar agora, e quem sabe sem contar as horas,
sem limitar o espetáculo,
sem colocar um obstáculo,
Quero permanecer nos sonhos,
Daquele que já despertou do meu.

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