
Hoje eu sinto um pequeno peso na cabeça,
que é superado pela leveza do meu corpo,
a estrada me alucinou, e eu quase joguei a bebida fora,
As pessoas não paravam, e os olhares fugiram,
hoje eu estou com uma luz intensa,
São cores vibrantes, e eu ainda posso respirar,
eu pego o espaço que pertencia a outro,
e o meu sonho de raridade, é o que foge agora,
Foge do meu complexo íntimo de mundo,
todos os ritmos se equivalem,
desde a canção de ninar que adormece você,
até algo que empolgue um qualquer,
Lábios com traços finos e um corpo tão frágil,
a pele alva que me despertou o desejo de ter,
ao mesmo tempo me faz esconder,
porque a liberdade de me abrir é limitada,
e sua felicidade não se traduz,
é como diz a canção, "a vida é uma sinfonia agridoce",
e é engraçado como as coisas costumam se organizar,
talvez a melhor forma de ocupar, seja desocupar,
fazer os sentidos terem sentido,
Não sei qual é a receita, mas, adicionaram açúcar,
e açúcar faz com que as coisas fiquem doces e sensíveis,
é só parar, experimentar e sentir,
O anoitecer me lembra um simples abraço,
aquele que ocupou um pequeno espaço,
naquilo que faz pulsar meu sangue,
Em meu abraço levo toda a poesia,
em minha respiração levo apenas o que sinto,
e o que sinto, é o fim de uma ilusão,
e o começo de uma nova sensação.

Adorei!
ResponderExcluirLinda e complexa!
Só uma pergunta: A canção que tu falou é do Verve?